sexta-feira, 23 de abril de 2010

A casa das mulheres






Também tem alguns elementos masculinos, estes são três exemplos.
A casa das mulheres tem andado numa confusão nas últimas duas semanas, quase que nem tempo tenho para aparecer nos vossos resorts.
A filhota mais velha anda numa correria de saídas de campo, eu tenho um grupo de estudo e trabalhos para a Universidade e a mais nova teve uma crise aguda de asma de 3ªpara 4ª feira que me fez que chamar o médico às 6h da manhã, entre as 2 e as 6h foi um pandemónio, sobe escada, desce escada: faltam toalhetes, água para os comprimidos SOS, a "bomba", foi a 1ª, por fim o xarope, às 5h, ela dormiu até ao meio-dia e acordou fresca, eu dormi das 7h às 8.30, quando a mais velha telefonou(coitada, não sabia de nada, claro, e telefonou há hora que conseguiu rede), à tarde a Martuxa já estava melhor, mas nessa noite quase não dormi; a pitinha mais velha chegou , carregada de mochila, saco-cama, tenda( valeu, como sempre, o tio para a trazer de Lisboa, senão acho que ela perdia metade, no Metro)e a mãe descansou um bocadinho. Claro que começaram logo os gritos do costume" Marta tem cuidado!"; "Oh, mãe ela está sempre a acusar-me, eu não fiz nada"
Ou seja,não fosse eu ter descoberto que já não tenho idade para fazer 3 semi-directas seguidas, diria que já entrou tudo na normalidade: já se grita outra vez de manhã pra despachar, à tarde para ver quem vai tomar banho primeiro e até à noite antes de se fechar a portada, para saber quem dá o miminho ao Spike(aquela coisa grande de boca aberta).
E aqui está um post sem o qual vocês poderiam passar, mas que me apeteceu escrever, quanto mais não fosse para saberem que ainda estou viva e também para vos dar a conhecer alguns dos nossos "machos".

sábado, 10 de abril de 2010

E assim chegou a hora.



Fui sincera com todos aqueles a quem me afeiçoei depois de iniciar este blog. A quem me escreveu depois do post sobre as mulheres vitímas de violência, contei a minha história sem ser romanceada, a outros, avisei que aquela era uma história com algumas alterações pois era constantemente ameaçada e vitíma de represálias. É verdade que não tenho um filho mas duas filhas lindas, das quais me orgulho imenso. Tenho 49 anos. Infelizmente, é certo que o meu pai faleceu no dia 14 de Outubro de 2002,é verdade que nesse ano ele fez 49 anos de casado. É verdade que não tenho uma irmã tenho um irmão e uma cunhada(que tem sido como uma irmã)que chegaram a entrar na minha casa para tirar de cá a minha filha mais nova.Por tudo isto, nunca insisti muito no J.
Não quero vir incentivar guerras na blogosfera, não venho insuflar ódios porque não odeio à muito tempo, o único sentimento que a pessoa que "me descobriu" me merece é pena. Pena porque precisa de elogios para se conseguir sentir alguém. Eu sei quem sou o que valho, não preciso de elogios(apesar de saber sempre bem um miminho). Acerca dos comentários, que ele se entreteve a recolher, de outros blogs que eu visitava e que soube tirar de contexto, já falei com quem se poderia sentir ofendido e que compreendeu perfeitamente. Agora acusar-me de o perseguir e andar a copiar coisas que eu disse noutros blogs( pois tinha fechado o meu devido a idiotices da pessoa em questão), e coisas que já foram ditas há tanto tempo...
Enfim, aqueles com quem não pude ser sincera já pedi desculpa em privado e expliquei as minhas razões.
Como referi no meu outro blog,http://alltheworldismyhome.blogspot.com, não vou verificar os erros porque a pessoa gosta tanto de me apanhar em falso que eu lhe ofereço estes erritos como prenda de aniversário.

Decidi que não iria fechar este blog, tenho amigos que me visitam aqui e a quem eu visito a partir desta casa. Quem quiser continuar a vir aqui será bem vindo, quem não quiser sabe o que tem a fazer. Nesta casa não ofereço chás como na outra, mas ficam convidados, da mesma forma.

Pelo menos consegui nestes meses os beijinhos que me foram recusados durante muito tempo, especialmente nos últimos 8 anos.

Não tenho muito tempo para posts, mas virei, na medida do possível, seguir-vos e comentar os vossos blogs. Neste momento espero as represálias, mas há muito que estou preparada para elas, ao contrário da outra pessoa, que tem que ter sempre a última palavra e ele é que sabe, aqui poderão comentar o que quiserem e sempre que quiserem.
Esta a quem sempre foi dito que se tentasse falar da fantochada de casamento que tínhamos há anos ninguém iria acreditar em mim, pois seria a minha palavra contra a dele( e claro a dele valia mais, pois sempre fez questão de me mostrar que eu era insignificante), por tudo isto, ( e mais) vou continuar a dizer que fui vitíma de violência doméstica. Mas penso que o melhor é acabar por aqui, porque a minha vida está demasiado preenchida, neste momento, para continuar a alimentar egos. Sou demasiado positiva para querer saber deste "manifesto" feito contra a minha pessoa pelo outro que já não é meu seguidor :)

PS. porque não me lembrei de o fazer, mas para que não restem dúvidas, o meu nome não é Helena Pais, mas sim Paula Silva, facto que já era do conhecimento de alguns e que já foi alterado no meu perfil.
Obrigada, por terem estado aí.

terça-feira, 30 de março de 2010

Entardecer



Foi um lindo entardecer aquele em que nos conhecemos, apesar da chuva, do vento e do frio, pareceu-me lindo. Ambos abrigados, nos Jerónimos, parecia que as forças da natureza nos queriam juntar, segundos passaram, minutos também, não me lembro do que disseste, sei que respondi, sorrindo. Os minutos continuavam a passar e, quase uma hora depois,reparámos que já não chovia. Permanecíamos, no entanto, relutantes em partir, em virar as costas e terminar aquela aventura que nunca tinha começado. Começámos a caminhar continuando a conversa, o frio fazia sentir-se cada vez mais intensamente, um café impunha-se. Lá nos sentámos no Starbucks. Já não sentia o frio, apenas que tinha que ir, contudo só me apetecia ficar. Não, não foi amor à primeira vista,nada que se parecesse. Foi apenas uma conversa confortante, a descoberta de alguns gostos comuns, a vontade de voltar a confiar. O café chegou ao fim, já não havia mais desculpas, o adeus era agora.
Saí e já atravessava a estrada em frente aos pastéis mais famosos de Lisboa quando te sinto a meu lado: querias o meu número de telemóvel. Hesitei por breves instantes, o meu lado desconfiado sussurrou qualquer coisa, mas ignorei-o, não pensei que fosses ligar, pelo menos não nos próximos dias. Não te pedi o teu, o eléctrico chegou e tive mesmo que entrar.
Nessa noite recebi um sms: número desconhecido, mas mensagem elucidativa :)
Já lá vão umas semanas, muito mais sei a teu respeito, sei, também, que não tenho sido fácil. Não é fácil confiar, mas o teu carinho, a tua paciência, o teu respeito,têm-me conquistado.
Anseio pelos fins-de-semana, pelo calcorrear Lisboa, eu que pensava conhecer tanto e conhecia tão pouco.
Não sei até onde vamos, não sei mesmo se iremos, mas agora acho que o importante é o caminho que percorremos e a forma como o fazemos.
É tão bom deixar de estar dormente.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Hoje estou assim!




Não é meu hábito mas pronto. Normalmente, fico assim só um bocadinho.Hoje levei o dia todo a tentar não ficar assim. Mas é demasiado para uma pessoa só: foi simplex demais, pessoas com ar muito convencido que só dizem bacoradas,pessoas que estão atrás de um balcão a mandarem-nos ir para casa e fazer tudo pela net. Afinal o que fazem eles atrás do balcão?
Eu até fazia através da net(não preciso que me digam e aliás até acho que não me devia dizer, porque ninguém me perguntou se eu tinha net); mas ao fim de dois dias a tentar resolver através da net e a não conseguir telefonei e disseram-me:"devido a uma restruturação dos nossos serviços, está tudo muito lento, provavelmente seria melhor dirigir-se a um dos nossos balcões?!".
Ac ho que deviam estar a restruturar o senhor do balcão também: estava muito lento e ia-se abaixo mais vezes que a minha net.

Hoje estou assim e pronto, também não me apetece reler o post por isso se tiver gralhas é porque estou em restruturação.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Traição é...



Estive ontem a falar com uma amiga, está a passar pelo que eu já passei. Conversámos um bocado ao telefone e depois no Messenger. Quando me fui deitar ainda pensava nela e, lá num cantinho de meu cérebro,"batia" aquela frase:"ele diz que nunca me traiu".Ouvi o mesmo há um par de anos atrás.

Hoje de manhã voltámos a conversar, estava preocupada, pois sou mesmo amiga dela. Sabem como é? Não somos amigas de escola, nem de faculdade, nem de emprego, somos amigas do coração. E estarei com ela sempre que ela precisar ou quiser da mesma forma que ela esteve sempre comigo. A história da traição veio novamente.

Por isso, voltei a "remoer" o assunto e decidi pedir-vos opinião. Gostava de opiniões masculinas e femininas. Aparentemente o que o marido dela quis dizer foi, o mesmo que o meu ex,"nunca estive com outra mulher enquanto o casamento durou". No entanto, esta não é a minha percepção de traição.
Para mim traição é...
...nunca ter estado presente quando precisei dele;
... ser incapaz de um carinho ou de uma demonstração de afecto;
...tudo ser mais importante do que a familía;
...nunca ter sido verdadeiramente nem meu amigo, nem meu companheiro;
...nunca ter sido realmente pai;
...exigir tudo e nada dar;
...ser completamente insensível aos meus sentimentos mas esperar que eu respeitasse os dele;
...desautorizar-me perante o filho;
...menosprezar-me diante de terceiros;
...dizer mal de mim a pessoas que nunca me conheceram.

Posso estar enganada, mas por tudo isto e mais umas coisas EU senti-me TRAÍDA.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Não posso deixar de responder a um desafio







A Teresa (http://continuandoassim.blogspot.com) desafiou-me e eu adoro um desafio.Aqui vai.


Questão 1: Tens medo de quê?
De perder o medo que me motiva.

Questão 2: Tens algum guilty pleasure?
Chocolate preto, adorooooooooo!

Questão 3: Farias alguma loucura por amor/amizade?
Sem dúvida. Por isso os meus amores e os meus amigos sabem que estou aqui.

Questão 4: Qual o teu maior sonho? Responder paz, amor e felicidade é trapacear;)
sonhar sempre! E se realizar um sonho, arranjar outro.

Questão 5: Nos momentos de tristeza/abatimento, isolas-te ou preferes colo?
tempos houve em que gostaria de um colinho, agora prefiro estar só, com o meu gato 8o animal mesmo)

Questão 6: Entre uma pessoa extrovertida e uma introvertida, qual seria a escolha abstracta?
Assim qualquer coisa entre o meio cheio e o meio vazio.

Questão 7: Sentes-te bem na vida, ou há insatisfação além do desejável?
Não sei o ponto do indesejável, para mim qualquer insatisfação o é, mas é algo com que temos de lidar.

Questão 8: Consideras-te mais crítico ou ponderado? Sabendo, contudo, que existem críticas ponderadas.
Sendo que uma não exclui a outra e porque eu balanço muito na dualidade, sou um pouco da duas.

Questão 9: Julgas-te impulsivo, de fazer filmes, paciente...? Define-te, de uma forma geral.
diria que a paciência já se foi há muito, agora sou muito mais impulsiva.

Questão 10: Consegues desejar mal a alguém e, normalmente, concretizar? Sê sincero.
Não sei se consigo concretizar, normalmente desprezo.

Questão 11: Conténs-te publicamente em manifestações de afecto (abraçar, beijar, rir alto...)?
Não ( embora o rir alto, esteja fora da minha lista )

Questão 12: Qual o teu lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?
Depende muito da situação, mas a teimosia é uma boa aposta.

Questão 13: Casamentos homossexuais e direito à adopção?
Porque não?


Questão 14: O que te faz continuar o blogue?
continuo a colocar-me essa questão, até encontrar a resposta, vou ficando por aqui.

Questão 15: O número de visitas e comentários influencia o teu blogue?
Gosto de ver quem me visita, gosto de os visitar, provavelmente influencia, pois se não aparecesse ninguém este ou ualquer outro blog perderia um pouco o sentido, não era'

Questão 16: Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria?
não tenho uma blogosfera ideal.

Questão 17: Deviam haver encontros de bloguistas? Caso sim, em que moldes? Caso não, porquê?
São decisões pessoais, penso eu.

Questão 18: Sabes brincar contigo e rir com quem brinca contigo? Sem ironias.
Claro que sim, não devemos rir dos outros se não aprendemos a rir de nós.

Questão 19: Quais são os teus maiores defeitos?
tenho vários, a teimosia,o não saber perdoar atitudes egoístas e cretinas, é outro,também não ter paciência para as pessoas que t>~em a mania que só elas é que são boas(mas não sei se considero isso um defeito)

Questão 20: Em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?
Elogiam-me pelo meu sentido de solidariedade social, pela minha noção de justiça(não confundir com leis),por defender a minha familía contra tudo e contra todos...


Questão 21: Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?
Computador

Questão 22: Elogias ou guardas para ti?
se a mim o elogio sabe bem, também deve saber aos outros, não é?
Questão 23: Tens humildade suficiente para te desculpar, sem ser indirectamente?
Se errei só tenho que o reconhecer e pedir desculpa pelo facto.

Questão 24: Consideras-te, de grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?
sou um bocado pragmática, mas há situações que fazem com que a sensibilidade aflore.

Questão 25: Perdoas com facilidade?
Já não.

Questão 26: Qual o teu maior pesadelo ou o que mais te preocupa?
O futuro do meu maior amor.

Não deixo o desafio a ninguém em particular pois sei que há por aí uns mais preguiçosos que eu que logo dirão: isto são demasiadas perguntas. Mas que quiser responder,faça o favor, mi casa es su casa, sirvam-se.

PS. Também por causa do adiantado da hora e porque o doente já sossegou, pelo que vou também eu, para a caminha,não vou rever o que escrevi, portanto alguma gralha, é só mesmo isso, e pelo facto peço as minhas desculpas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Água




Adoro o mar, melhor dizendo, adoro a água.Não retiro o mesmo prazer da água do duche que escorre sobre o meu corpo e da água do rio que oiço, deitada nas suas margens. São águas diferentes, prazeres diferentes. Uma das coisas que mais gosto de fazer é sentar-me à beira-mar, particularmente agora no Inverno, pois consigo estar quase só, quase numa praia deserta, sou só eu e mais uma ou duas almas perdidas, alguns pescadores ocasionais que estão tão longe que mais parecem pontos no horizonte.

Sento-me ali, seja mar ou oceano, a olhar o ir e vir da água, vendo as gaivotas a peniscar ora na areia, ora na água, e abstraio-me de tudo o resto, posso ficar por ali,umas horas tomando consciência apenas de mim e do mar, de mim e da água, de mim e da minha pequenez face ao que me rodeia... Adoro estes pedacitos de vida só meus, porque independentemente do amor que temos aos que nos rodeiam, precisamos destes momentos para nós, eu pelo menos, preciso.E não faz de mim egoísta, nem amar menos os outros, pelo contrário: depois deste retiro, sinto-me regenerada, sinto-me bem com a vida, tenho um novo alento, logo estou mais disponível para os meus amores.

Este retiro faz-me reduzir tudo a este conceito simples: a vida é como o mar, umas vezes temos maré alta, outras baixa-mar. Ambas têm a sua beleza, ambas têm a sua utilidade, é através das duas que se mantém o equilíbrio desta nossa casa global. Até os momentos mais tempestuosos são importantes uma vez que reajustam as nossa margens.

E eu adoro água....